{"id":834,"date":"2024-02-02T10:06:15","date_gmt":"2024-02-02T13:06:15","guid":{"rendered":"https:\/\/professorpaulosouza.com.br\/?p=834"},"modified":"2024-02-12T11:34:39","modified_gmt":"2024-02-12T14:34:39","slug":"manual-de-xadrez-de-idel-becker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/professorpaulosouza.com.br\/index.php\/2024\/02\/02\/manual-de-xadrez-de-idel-becker\/","title":{"rendered":"&#8220;Manual de Xadrez&#8221;, de Idel Becker"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/professorpaulosouza.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/51jNBLBCysL._AC_UF10001000_QL80_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-835\" width=\"271\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/professorpaulosouza.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/51jNBLBCysL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 683w, https:\/\/professorpaulosouza.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/51jNBLBCysL._AC_UF10001000_QL80_-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa do Livro<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Neste post, farei uma resenha do livro <em>Manual de Xadrez<\/em>, do m\u00e9dico e enxadrista Dr. Idel Becker. Curiosamente, outro cl\u00e1ssico da literatura brasileira sobre xadrez (o <em>Xadrez B\u00e1sico<\/em>, sobre o qual j\u00e1 escrevi no meu blog) tamb\u00e9m foi escrito por um m\u00e9dico e enxadrista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>In\u00edcio do livro: Regras B\u00e1sicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O <em>Manual de Xadrez<\/em>, da Editora Nobel, com 316 p\u00e1ginas, come\u00e7a com generalidades sobre o jogo, passando pela arruma\u00e7\u00e3o inicial das pe\u00e7as no tabuleiro, os movimentos e capturas de cada uma, os movimentos extraordin\u00e1rios (roque pequeno e grande, promo\u00e7\u00e3o de pe\u00e3o e captura <em>en passant<\/em>), os significados de xeque e de xeque-mate e os casos de empate. Essas s\u00e3o todas as regras que algu\u00e9m precisa saber para come\u00e7ar a jogar xadrez e, por esse motivo, o livro pode servir como primeira leitura sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Sequ\u00eancia de estudo proposta no livro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Antes de prosseguir e aprofundar, o autor descreve as fases de uma partida de xadrez e prop\u00f5e uma sequ\u00eancia did\u00e1tica de estudo. As fases s\u00e3o a abertura, o meio jogo e o final. A abertura consiste nos primeiros lances, nos quais alguns pe\u00f5es s\u00e3o movimentados para que as pe\u00e7as sejam desalojadas, o centro \u00e9 controlado e o roque \u00e9 realizado para manter o rei em seguran\u00e7a e conectar as torres. Atualmente, n\u00e3o se inventam aberturas, pois todas, mesmo as ex\u00f3ticas e as consideradas ruins, j\u00e1 foram catalogadas; portanto, \u00e9 s\u00f3 na fase seguinte, o meio jogo, que cada partida assume um aspecto pr\u00f3prio e individual. Cada jogador elabora um plano, que pode ser a coordena\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as para a ofensiva ou a realiza\u00e7\u00e3o de trocas de pe\u00e7as para conduzir a partida a um final vencedor. Os finais, por sua vez, s\u00e3o posi\u00e7\u00f5es simplificadas, caracterizadas pela atividade crescente do rei e dos pe\u00f5es remanescentes, que lutam para atingir a promo\u00e7\u00e3o e decidir a partida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Becker esclarece que o estudo do xadrez n\u00e3o deve seguir a ordem abertura, meio jogo e final, embora, a princ\u00edpio, esta pare\u00e7a ser uma sequ\u00eancia l\u00f3gica. Isso porque a abertura tem a considerar todas as pe\u00e7as, j\u00e1 que, supostamente, ainda nenhuma troca foi realizada, o que corre o risco de sobrecarregar o estudante; e o meio jogo pode se desdobrar de infinitas maneiras, dependendo dos planos estabelecidos pelas brancas e pelas pretas, o que tamb\u00e9m torna seu estudo precipitado para os iniciantes. Em vez disso, o estudo deve partir do mais simples, os finais elementares, em dire\u00e7\u00e3o ao mais complicado: no\u00e7\u00f5es de estrat\u00e9gia, sinopse das aberturas mais usuais, no\u00e7\u00f5es sobre o meio jogo e finais mais frequentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Finais elementares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ap\u00f3s essas considera\u00e7\u00f5es, o autor aborda os finais elementares, aqueles em que um dos lados possui apenas o rei, enquanto o outro deve possuir, no m\u00ednimo, uma dama, uma torre, dois bispos ou um bispo e um cavalo (al\u00e9m, obviamente, do rei) para for\u00e7ar o xeque-mate. O livro ent\u00e3o passa a ensinar como aplicar cada um desses mates. Ganha destaque a abordagem dada aos finais de rei, bispo e cavalo contra rei, que segue o M\u00e9todo dos Tri\u00e2ngulos de Del\u00e9tang e Cognet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em seguida, s\u00e3o abordados finais de rei e pe\u00e3o contra rei, incluindo o conceito de oposi\u00e7\u00e3o, e exemplos s\u00e3o fornecidos, acompanhados por diagramas e utilizando a nota\u00e7\u00e3o descritiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Princ\u00edpios de estrat\u00e9gia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A obra segue cobrindo a sequ\u00eancia de estudo proposta anteriormente, com princ\u00edpios gerais sobre estrat\u00e9gia, descritos como \u201cpostulados pr\u00e9vios para a vit\u00f3ria\u201d, entre os quais: ter sempre uma ideia clara por tr\u00e1s de cada lance; colocar as pe\u00e7as em a\u00e7\u00e3o rapidamente, evitando perdas de tempo com lances desnecess\u00e1rios ou repetidos; controlar o centro da tabuleiro; manter uma estrutura de pe\u00f5es saud\u00e1vel, controlando casas importantes (sobretudo as centrais), evitando avan\u00e7os comprometedores e pe\u00f5es dobrados (na mesma coluna), isolados (sem companheiros nas colunas adjacentes) ou atrasados (um pe\u00e3o est\u00e1 atrasado quando ele est\u00e1 bloqueado, seus companheiros nas colunas adjacentes j\u00e1 avan\u00e7aram e n\u00e3o podem proteg\u00ea-lo); ganhar espa\u00e7o, principalmente antes de atacar, desenvolvendo pe\u00e7as para que elas controlem colunas, filas e diagonais; evitar trocas desnecess\u00e1rias de pe\u00e7as, especialmente as trocas de uma pe\u00e7a desenvolvida por uma n\u00e3o desenvolvida do advers\u00e1rio, mas avaliar trocar na situa\u00e7\u00e3o oposta; sempre cuidar da seguran\u00e7a do rei, fazendo roque na abertura, de prefer\u00eancia do mesmo lado que o advers\u00e1rio, para dificultar ataques, e ativar o rei no final. Esses conselhos podem ser estudados em pouco tempo pelos rec\u00e9m enxadristas, servindo-lhes como orienta\u00e7\u00e3o desde as primeiras partidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Aberturas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Na continua\u00e7\u00e3o, o autor d\u00e1 in\u00edcio ao estudo das aberturas. Algumas variantes s\u00e3o comentadas. Entretanto, muitas aberturas importantes ficam de fora, o que \u00e9 um ponto negativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Partidas comentadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A parte seguinte do livro, dedicada ao meio jogo, constitui-se basicamente de partidas de mestres comentadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Finais de jogo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">No estudo do final de jogo, o Dr. Becker, citando o argentino Roberto Grau, diagnostica a dificuldade dos amadores com a abertura e com o meio jogo \u2014 o que muitas vezes leva \u00e0 derrota ainda numa dessas fases, sem chegar no final \u2014 como a causa do negligenciamento do estudo de finais observado entre muitos desses enxadristas, mas salienta a import\u00e2ncia desse estudo, apresentando-o como o momento culminante de beleza e dificuldade do xadrez, no qual o bom aproveitamento dos lances torna-se ainda mais crucial, assim como a necessidade de um plano \u00fanico, preciso e satisfat\u00f3rio a ser seguido. O cap\u00edtulo cobre os finais de torre e a cl\u00e1ssica posi\u00e7\u00e3o de Philidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Restante do livro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">No restante do livro (mais da metade) encontram-se numerosas partidas de mestres comentadas; mais adiante, um cap\u00edtulo sobre problemas, no qual destaca-se um pequeno dicion\u00e1rio com termos relativos a esse universo e uma proposta de classifica\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Finalmente, no cap\u00edtulo \u201cMiscel\u00e2nea\u201d, encontram-se fatos hist\u00f3ricos sobre o xadrez, curiosidades e anedotas. \u00c9 um cap\u00edtulo muito divertido e que aumenta a vontade de estudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><em>Manual de Xadrez<\/em> ou <em>Xadrez B\u00e1sico<\/em>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Comparando o <em>Manual de Xadrez<\/em> com o <em>Xadrez B\u00e1sico<\/em>, pode-se dizer que ambos servem como introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura sobre xadrez e atingem aproximadamente o mesmo n\u00edvel de profundidade. Algumas diferen\u00e7as s\u00e3o: o<em> Xadrez B\u00e1sico<\/em> cobre uma variedade maior de aberturas e aprofunda mais o cap\u00edtulo sobre finais, enquanto o <em>Manual de Xadrez<\/em> \u00e9 mais interessante quando se trata de problemas e apresenta um n\u00famero maior de fatos hist\u00f3ricos e curiosidades para estimular os estudantes. <strong>\u220e<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo Neste post, farei uma resenha do livro Manual de Xadrez, do m\u00e9dico e enxadrista Dr. Idel Becker. Curiosamente, outro cl\u00e1ssico da literatura brasileira sobre xadrez (o Xadrez B\u00e1sico, sobre o qual j\u00e1 escrevi no meu blog) tamb\u00e9m foi escrito por um m\u00e9dico e enxadrista. 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